Em pouco menos de um ano, o sucesso do Animação S.A. foi tão estrondoso que recebemos um convite mais que especial de fazer parte do corpo de blog do O Globo Online.

Por isso ficamos esse tempinho meio que sumidos aqui. Estávamos preparando as mudanças para a nova casa.

Não podemos deixar de agradecer a todos vocês, nossos fiéis leitores e seguidores, os principais responsáveis por essa nova fase do blog.

Aumenta a nossa visibilidade, e também a responsabilidade.

Deixaremos este espaço aqui como registro da nossa história. Então sem mais delongas, visitem a nossa nova casa e apreciem sem moderação!


Um grande abraço da equipe do Animação S.A.

Por: Kamui Lopez

 

2007_2_17RyanLarkin

 

Ultimamente ando meio sem tempo, cheio de coisas para fazer: trabalho, faculdade, monografia. Nesta busca incessante para melhor aproveitar meu tempo, quando revendo um dos meus textos antigo encontrei, um comentário – superficial - sobre Street Musique de Ryan Larkin; Meu comentário era superficial, pois não tinha tanto poder de análise e se resumia a gostei e não gostei.

 

Como acredito muito que, sempre que for possível, devemos completar ou melhorar algo que já fizemos e valeu à pena. Acho que falar sobre Larkin seja um desses casos!

Larkin foi um animador canadense, artista, escultor e discípulo de Norman McLaren (curta-metragista experimental e um dos grandes nomes da animação mundial) na National Film Board of Canada. Seu primeiro curta foi Syrinx (1965) - Conta a história de uma ninfa conhecida pela sua castidade, desejada pelo deus Pã – Concorreu ao Oscar com Walking (1969) e chegou ao auge em Street Musique (1972). Sua trajetória é cheia de provações, drogas e animações (a parte do Sexo e Rock’n Roll fica subtendido), deixou a NFBC e acabou por torna-se um mendigo nas ruas de Montreal. Ele morre em Saint-Hyacinthe, Quebec em 14 de fevereiro de 2007, por causa do câncer de pulmão que se espalhou para o cérebro. Muito da vida de Larkin virou um documentário animado, intitulado Ryan (2004) de Chris Landreth.

 

Conhecer o trabalho de Ryan Larkin é um tour sobre o mudo por trás das telas, uma vida cuja realidade se encontra com as histórias criadas ou “sugeridas” pelo próprio autor. As cores e as formas que marcam o trabalho de Larkin trazem um teor onírico e surrealista, com símbolos marcantes da época.

 

Glamour e decadência são amigos há anos, conhecidos íntimos dos astros de cinema, teatro, dos artistas em geral, mas que não desmerece o legado do artista. É papel do artista está sempre à frente do seu tempo, durante este caminho é comum alguns se perderem ou se distraírem com as “facilidades” encontradas. Quem quiser conhecer o trabalho e vida de Ryan Larkin pode conferir o curta de Chris Landreth.

 

Existe um artigo muito interessante sobre o documentário Ryan, O documentário animado “Ryan” e o psicorrealismo de Índia Mara Martins. Ótimo para estudantes e pesquisadores sobre animação e documentários.

 

ryanlarkinbw

Por: Andrea.Gaia

 

 

 

Primeira parte da trilogia escrita por Luc Besson (de o 5° Elemento), baseado em livro homônimo. E o que tem ele de especial? Tudo!

 

Conta a história do garoto de 10 anos que vai passar as férias na casa da avó e acaba descobrindo que deverá salvá-la de ter a casa tomada por falta de pagamento da hipoteca, enveredando-se nos caminhos fantásticos da Terra mágica dos Minimoys. Seu avô, há  muito desaparecido, sempre lhe contava suas aventuras nessa Terra Mágica. Escondia de todos um segredo. Um tesouro, enterrado em seu jardim, por ele conquistado nas terras dos Minimoys e que salvaria sua família da falência.

 

Arthur acaba por encontrar o caminho desse lugar no jardim da avó e depois de devidamente diminuído, ajuda a princesa Selenia a enfrentar o vilão Maltazard, salvando o reino dos Minimoys e a casa da avó.

 

É uma história pra quem gosta de fadas e duendes, da integração mágica deles com a natureza, nesse caso o jardim e seus habitantes.

 

A mistura: cinema e animação demonstraram diversas vezes serem a melhor maneira de mesclar realidade e fantasia e a produção do filme se esmerou na confecção dos personagens, infundindo um clima de fantasia e magia de forma delicada, elegante e muito divertida.

 

O filme foi desenvolvido com uma tecnologia revolucionária em cinco anos de trabalho e mais ou menos 350 pessoas envolvidas no projeto. Em 2002 alugaram um enorme barracão e começaram a montar os cenários em forma de maquetes e também nos prédios adjacentes um estúdio exclusivo de 3D o escritório da produção.

 

Lembrem-se, tudo foi feito na França, naqueles prédios históricos com cara de Idade Média, ajudando mais no clima “Fairy Tail”. No início colocaram todos os desenhistas da equipe juntos para soltarem a imaginação e criarem os personagens em 2D. Primeiramente foram realizados em aquarela, definindo um estilo para cada um. Os desenhos são lindos!

 

Só em 2003 é que o Set Up foi feito e os personagens foram moldados em 3D e animados. A base da animação foi filmada com atores reais. Os cenários, em 2004, feitos em maquete nas proporções corretas com vegetação real e detalhados em todos os aspectos. Finalmente em 2005 foi feita a filmagem com os atores da parte “real” da história, ambientada nos anos 50.

 

É um filme adorável de assistir, absolutamente interessante do ponto de vista técnico.

Andei vendo notícias na Net do lançamento da 2° parte do thriller “A Vingança de Maltazard” em dezembro de 2009 na Europa. Por aqui ainda não tenho notícias da data de lançamento do filme, mas aguardo com muita expectativa.

 

Assista ao filme sem o preconceito de que filme Europeu é chato! Algumas vezes é mesmo, mas nesse caso, isso passa longe. Divertido, leve, tecnicamente perfeito. Ótimo pra quem só quer se divertir, excelente pra quem é do ramo e quer aprender.

 

Eu recomendo!

Por: Kamui Lopez

 

 

Surge o trailer da mais nova animação da DreamWorks (Shrek e Madagascar).  Megamind, ou “Mega Mente”, para nós brasileiros, aborda a inusitada possibilidade de um vilão vencer na história.

 

Contudo, a vida de Mega Mente perde o sentido depois que ele derrota seu arqui-rival, o super-herói Metro Man. Para recuperar sua importância, Oobermind decide criar outro herói para defender a cidade e manter ativa sua vida de vilão. Tudo estaria certo, só que Titan tinha outros planos (afinal numa história onde o herói perde, a melhor opção é virar vilão!).

 

Agora com uma concorrência direta quem vai defender a cidade?

 

Como de costume a Dreamworks coloca um grande elenco na equipe de dublagem! Will Farrel será Mega Mente, Brad Pitt será o Metro Man, o (verdadeiro) vilão da história, Titan, será dublado por Jonah Hill. E para finalizar ainda terá Tina Fey no elenco!

 

Confiram o trailer logo abaixo. A animação chaga na terras tupiniquins no dia 3 de dezembro de 2010.

 

Por: Gabriel Cruz





Mais um sinal do crescimento da animação Brasileira: 4 Animações de brasileiros foram selecionadas para a mostra competitiva do Festival Internacional de Animação de Annecy (França), o maior festival internacional de cinema de animação do mundo.


Foram selecionadas 2 pilotos do Anima TV; Um projeto de graduação da PUC-Rio e um comercial que, apesar de produzido nos EUA, foi dirigido por um brasileiro. Eis a Lista:


TV series
· Historietas assombradas “Alphonsinho, o inventor”
Directed by: Victor-Hugo BORGES
Country: Brazil
Year of production: 2009


· Miúda e o guarda-chuva
Directed by: Amadeu ALBAN, Jorge ALENCAR
Country: Brazil
Year of production: 2010



Short films out of competition
· Contemporânimos
Directed by: Julio CARVALHO
Country: Brazil
Year of production: 2009



Advertising films
British Gas “Switching”
Directed by: Guilherme MARCONDES
Country: United States
Year of production: 2009


É a animação brasileira alcançando vôos mais altos e aparecendo mais e mais pelo mundo afora.

Por: Gabriel Cruz





Comemoremos. Hoje, a Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA)coloca sua sétima velinha no bolo.


Foi nesta mesma data, em 2003, observando o notório crescimento do mercado de animação brasileiro, que um grupo de 29 profissionais representando 5 Estados Brasileiros fundaram a ABCA com o objetivo de buscar o desenvolvimento do Cinema de Animação e o reconhecimento das características que diferenciam esta técnica em relação ao Cinema Ao vivo no Brasil.


Nesses 7 anos de história, muitas conquistas já foram alcançadas: editais de produção de curtas específicos para animação, produção de longas, a comemoração oficial do Dia Internacional da Animação (28 de outubro), a mais recente conquista foi o edital ANIMA TV! para o incentivo de produção de séries animadas de TV


E a cada nova conquista, a associação foi crescendo cada vez mais: os 29 profissionais de 5 estados, hoje já são pra mais 200 sócios e aspirantes vindos de todas as regiões do país.


Para conhecer melhor o a história, as conquistas e quem faz parte da ABCA, Visite o site oficial.


Nós, do Animação S.A. desejamos vida longa e próspera e muito mais conquistas para a animação brasileira na continuação desta jornada! Parabéns ABCA!

Por: Marcos Ramone

 

 

Distraxion conta a história de um cara que é constantemente atrapalhado pela Jazz que seu patrão ouve ao seu lado. Mike Stern é atualmente animador da DreamWorks, um dos maiores estúdios de animação do mundo, ele fez esse curta enquanto estudava na Animation Mentor.

 

A história é baseada em uma experiência similar que o animador teve. Para conhecer mais sobre sua história, nós fizemos uma entrevista com o mesmo. Abaixo está o curta e, logo depois, a entrevista. Divertam-se!

 

 

Animação S.A.: Trabalhar na Dreamworks é um sonho para muitos, como você conseguiu entrar lá? Mike Stern: Eu tentei entrar lá várias vezes antes de eu ser aceito. O portfólio que finalmente me conseguiu uma entrevista consistiu em alguns cena de animação de personagem que fiz durante minhas aulas  na Animation Mentor e algumas cenas do Distraxion.

 

Animação S.A.: Como é trabalhar em um dos maiores estúdios de animação do mundo? Mike Stern: É o trabalho dos sonhos. O ambiente é ideal, sempre me inspiro com trabalhos dos outros  artistas. Nós também temos um programa de crescimento artístico que sempre nos ajuda a expandir nossos conhecimentos com aulas e palestras focando em diversas áreas do cinema.

 

Animação S.A.: Da onde veio a idéia para fazer o curta? Mike Stern: Eu tive uma experiência similar ao do personagem. Foi a um restaurante de rua com alguns  amigos de trabalho, nós sentamos ao lado das caixas de som que estavam tocando Jazz na maior altura.  Pedimos para a garçonete abaixar um pouco, mas o gerente insistiu em deixar a música para poder chamar  atenção daqueles que passavam por perto. Imediatamente aquilo virou o assunto na nossa mesa, já que era  impossível focar em alguma outra coisa. Na época estava buscando por idéia para um curta, e aquela  situação me inspirou. Quando voltei para o trabalho, pesquisei por algumas músicas pela internet e me  deparei com uma música perfeita para a situação. Depois foi só pensar em maneira de como alguém seria "assediado" por um saxofonista.

 

Animação S.A.: Alguma dica para aqueles que queiram trabalhar como animador nos EUA? Mike Stern: O melhor concelho que poderia dar para se tornar um animador de sucesso em qualquer lugar é  tornar tudo muito pessoal. Anime as coisa que te diverte, e não aquilo que você acha que as pessoas, ou os estúdios, irão gostar.

 

Por: Andrea.Gaia

Ontem à noite fiz o que milhares de pessoas ao redor do mundo estão fazendo: assisti ao filme AVATAR do Diretor James Cameron. Esperava um filme com muitos efeitos especiais, o que eu adoro, mas pouco conteúdo. Cai do Porco, como diria um amigo meu!

A história relata uma experiência de conecção extra corpórea, o AVATAR, idéia muito comum em histórias de fantasia japonesa, porém feita com tecnologia, idéia muito comum em filmes Norte Americanos.

Cada um, dentro de sua cultura, tenta interpretar essa conecção inexplicável do ser humano com a natureza. Os orientais por terem uma cultura mais espiritual, conseguem conceber e entender uma conecção invisível, espiritual.

Nós ocidentais, por termos uma cultura extremamente materialista e só acreditamos naquilo que nossos olhos ou nossos aparelhos ultramodernos possam nos mostrar precisamos de uma conecção física entre corpo-mente.

O filme, ótimo por sinal, faz um paralelo entre essas diferenças culturais, porém ainda se utiliza das conecções materiais para explicar como a integração homem-natureza se dão.

A lição, de Responsabilidade socioambiental, vem da integração entre indivíduos inteligentes e a fauna e flora do Planeta Pandora que abriga seres hostis em um ambiente nada favorável: animais selvagens, quase pré-históricos, fauna e flora totalmente intocados vivendo em perfeita harmonia com os humanóides inteligentes que lá habitam.

Só para variar, os humanos chegam com sua tecnologia de destruição para minerar o tal planeta, ou seja: derrubar e matar tudo que houver no caminho entre eles e seu objetivo.

Muitas vezes, o filme deixa transparecer similaridades entre esta história de fantasia e a conquista norte-americana pelo oeste.

Acho que esse tipo de genocídio fica marcado no inconsciente coletivo de uma nação e de certa forma tenta mudar a história dando a chance aos nativos de vencerem afinal.

De certa forma é um resgate e também um alerta para que se algum dia o ser humano encontrar um planeta habitado e com cultura própria, não cometa os mesmos erros que cometemos aqui neste planeta.

Infelizmente, esse tipo de destruição não foi privilégio da sociedade Norte Americana.Todos os povos na história da humanidade conquistaram e destruíram a civilização conquistada, pouco aprenderam com ela e ainda destruíram tudo que havia ao redor.

Em nome do progresso, do dinheiro e da vaidade, desmataram, perfuraram, habitaram locais que deveriam estar intocados.

A lição que vejo nessa história é que devemos prestar atenção no que está acontecendo hoje com o nosso planeta. Devastado por terremotos, enchentes, furações e todo tipo de catástrofe natural.

Muitos acham que é o fim do mundo. Pode até ser, eu não vou ficar aqui discutido a crença religiosa de ninguém.

Mas com certeza absoluta 95% de todas as desgraças que nos ocorrem neste momento são causadas pela total desconexão: ser humano e natureza.

As enchentes sempre existiram, mas foram tremendamente agravadas pelo efeito estufa e pelo descuido humano em construir e aterrar áreas naturalmente feitas pra absorver o impacto das enchentes, como brejos, pantanais, várzeas etc.

Construímos nossas casas em locais de alívio do calor, como é o caso de muitas regiões nos Estados Unidos, onde os furacões são freqüentes e já muito discutidos pelos cientistas como sendo necessários para aliviar os mares do calor excessivo e regular sua temperatura.

Aqui no Brasil, construímos em encostas, destruímos matas ciliares, aterramos áreas de várzea e desrespeitados o ritmo e o curso natural da águas. No final as desgraças vêm. Será o fim do mundo ou será um ajuste entre o Planeta e nós humanos? Por muito tempo acreditamos sermos os Senhores do Planeta.

Acreditamos poder modificar, construir, destruir, matar, modificar a natureza porque éramos os mais inteligentes e os escolhidos por Deus.

Não encontramos o nosso lugar nesse planeta.


Ao invés de usarmos nossa inteligência para viver melhor respeitando os demais seres viventes, destruímos para ficarmos mais confortáveis, nos afastamos da natureza, acreditamos ser parte separada do planeta Terra e de tudo que nele há.

Parece que não vai ser bem assim. A Natureza mostra que têm muito mais força que nós e que somos apenas uma pequena parte do eco-sistema. Que a Terra pode muito bem viver sem nós. Melhor abrirmos os olhos em quanto ainda há tempo. Melhor seguirmos o exemplo dos habitantes de Pandora que viviam totalmente integrados com animais , plantas , terra, ar, mar.

Melhor é pensarmos, porque um terremoto, um tsunami, um furacão, que são forças naturais e constantes em nosso planeta têm nos causado tanto sofrimento e perda humana.

Será o fim do mundo ou será que nós é quem ficamos no caminho de forças naturais necessárias e sobre a qual não temos o menor controle? Já dizia o poeta: "Fechar os olhos às evidências é método que nunca deu bons resultados" Que tal o ser humano fazer um mea culpa e se ajustar à Terra ao invés de tentar modificar o que não conhece.

Porque não podemos construir uma sociedade planetária, já que somos todos humanos e no final, só podemos contar uns com os outros e deixar de lado nossas pequenas diferenças míopes a respeito de que cor de pele tem mais valor ou que Deus é o realmente verdadeiro.

Veja bem, pensando assim à distancia, essas questões não passam de futilidades. Será que a humanidade vai sobreviver a essa infância emocional e finalmente vai conseguir fazer parte de algo maior? A Humanidade talvez não resista a tantos impropérios mas a Terra com certeza sobreviverá a nós.


16/03/10

4

Por: Kamui Lopes

 

"O hábito fala pelo monge, o vestuário é comunicação além de cobrir o corpo da nudez, ela tem outras finalidades". Umberto Eco

 

A roupa compõe o estilo, marca a personalidade; a roupa caracteriza a persona, monta o personagem. Se atentar ao contexto de uma história, logo o roteirista deve ter em mente um modelo ou um esboço do figurino, que esteja adequado ao tempo/espaço que a história se passa.

 

Muita gente conhece um personagem só de vê seus trajes, as novelas brasileiras impulsionam o consumo de vestimentas, criando tendências que serão copiadas.

Falar de figurino, não é apenas falar de moda, é também falar de moda, mas é falar um pouco de quem você é (ou de quem é  ele ou de quem somos).

 

Costumo fazer muitas observações sobre as roupas dos personagens, tanto de filmes, animações, animês e novelas. E sempre recebo como critica: “Não tinha nada melhor para você reparar, não? Além das roupas?”

 

Claro que tem! Tem todo um aparato técnico e artístico para ser levado em conta, inclusive o figurino. Sim o figurino!

 

Todo profissional tem direito a ouvir uma critica construtiva, sei que muitas vezes, muitos desenhista e animadores, passam horas pensando como caracterizar seus personagens; às vezes, ouvir um elogio, ou melhor vê que aqueles detalhes como: pulseiras, colar, óculos, cinto e a própria roupa. Tornaram-se referencias, um marca registrada, do personagem é a certeza que o trabalho foi bem feito.

 

Essa na verdade é uma tentativa de trazer para aqui, o debate sobre elementos que se relaciona com as linguagens cinematográficas e televisivas, e que embora fora do Brasil já possuem uma forte presença, aqui ainda é muito improvisado no que se refere as animações. Acredito que haja um mercado ainda inexplorado ou pouco aproveitado, ficando sempre a cargo do desenhista ou do designer criar o figurino. Não estou propondo uma ruptura desse modelo, estou apenas fazendo uma conjectura de que sim pode haver profissionais especializados que atuem nessa área também.

 

Vamos debater, nos profissionalizar, criar redes.

 

Por: Kamui Lopes




Por quê tratar do Oscar aqui, no Animação S.A.?


Ora, porque desde de 2002 o Oscar premia os “melhores” filmes de animação.


E é exatamente esse o foco desse post, qual o valor do prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos para os filmes de animação não norte-americanos? Ou qual o poder de classificação desse prêmio para poder afirmar qual é o melhor?


O reconhecimento do Academy Awards favorece o desenvolvimento, a distribuição e incentiva o mercado de trabalho tanto para os profissionais envolvidos quanto para os fãs e o público em geral que terá maior diversidade de escolha e consequentemente (assim esperamos) maior possibilidade de acesso.


Entretanto, quando pensamos que esta premiação é uma forma também de manter a hegemonia dos Estados Unidos, questionamos e muito seu lugar de fala.


“Em Geopolítica, hegemonia é a supremacia de um povo sobre outros, seja através da introdução de sua cultura ou por meios militares.” (Wikipédia)


O Oscar não é o único prêmio de valorização da linguagem cinematográfica, mas de longe é a que tem maior visibilidade, sem entrar no mérito da questão se há ou não valor no que é dito, devemos ter como foco que mesmo não concordando com o que é dito ou por quem é dito, só o fato de saber que é mostrado, comentado e divulgado já traz para a esfera midiática, algo que era negligenciado. Categorias como:


Melhor filme de animação, melhor curta-metragem de animação, melhor fotografia, melhor figurino, melhor roteiro entre outros.


Independente dos critérios utilizados nas escolhas e na seleção dos indicados, é uma prova que neste universo que é a linguagem cinematográfica, existe uma infinidade de produções e de tipos de construções fílmicas, que vai além dos blockbuster ou da Globo films.


No final das contas quem define o que é melhor para você sair de sua casa e ir para o cinema ou fazer você comprar, alugar, os baixar um DVD é você mesmo, suas matrizes culturais, opiniões de amigos próximos ou, apenas, seu gosto. A crítica e os formadores de opinião contam, mas não são determinantes.


Atualmente é impossível pensar num filme que rejeite os efeitos visuais, efeitos de computação gráfica e as animações, estas técnicas quando bem empregadas e com originalidade configura-se em linguagem artística e deve ser tratada como tal. É este tipo de reconhecimento que realmente vale à pena.


Parabéns ao Oscar e aos ganhadores, assim como a todos os indicados e a todos que mereciam estar lá.

 
Copyright 2009 Animação S.A.